Antonio Ponce Alarcón
Filho de Gines e Maria Josefa; nos documentos, também Antonio Ponce Navarro
c. 1899 – 1948
- Nascimento
- c. 1899–1900
Cravinhos, SP - Casamento
- com Purificação Gutierrez Cruz
- Falecimento
- 15 de setembro de 1948
Londrina, PR - Profissão
- lavrador
- Onde viveu
- Cravinhos SP; Promissão e Penápolis SP (c. 1927–1936); Londrina PR (1936–1948)
- Imigração
- nascido no Brasil, o único dos irmãos
O caçula, o único dos irmãos nascido no Brasil: casou-se com uma espanhola, criou a família entre Penápolis, Promissão e Londrina e morreu jovem, no mesmo ano que a mulher, deixando seis filhos.
O brasileiro da família
Antonio nasceu por volta de 1899-1900 em Cravinhos, perto de Ribeirão Preto, dois ou três anos depois da chegada da família. Era o sexto filho de Gines e Maria Josefa e o único brasileiro de nascimento: os outros cinco tinham vindo da Espanha no vapor Les Alpes. A certidão de óbito dele é o documento que mostra que, poucos anos depois de mandados para Casa Branca, os Ponce já trabalhavam nas fazendas de Cravinhos.
Nos registros brasileiros Antonio aparece quase sempre como Antonio Ponce Navarro — com os dois sobrenomes do pai, e não Ponce Alarcón, como os irmãos. Era um costume frequente entre os filhos de imigrantes nascidos no Brasil, onde a regra espanhola dos dois sobrenomes nem sempre era entendida pelos escrivães. Às vezes o erro é ainda maior: num registro ele vira “Antonio Ponce Moreno”; noutro, “Antonio Ponce Nacarro”.
Purificación
Antonio casou-se com Purificación Gutiérrez Cruz — Purificação, ou simplesmente Pura, nos papéis brasileiros —, nascida na Espanha por volta de 1907-1908, filha de Antonio Cruz Cruz e de María Gutiérrez Ortiz, espanhóis e lavradores. Os pais dela também emigraram: em 1948 ainda viviam, trabalhando na lavoura, no distrito de Londrina.
De que parte da Espanha vinham os Cruz Gutiérrez ainda não se sabe. Os dois sobrenomes são muito comuns em toda a Andaluzia, e a família não foi encontrada no índice do livro da Hospedaria de Imigrantes — talvez por ter sido anotada com outra grafia, talvez por ter chegado sem passar por ela. A certidão de óbito de Purificación diz só “natural da Espanha”. A morte dos pais dela, em Londrina, depois de 1948, pode trazer a cidade de origem; o registro ainda não foi encontrado.
Os filhos nasceram no Noroeste paulista, onde vivia o resto da família. Ginez, o mais velho, nasceu por volta de 1927 em Promissão, e no registro dele o escrivão anotou os quatro avós: os Ponce e os Cruz. Vieram depois Antonio, por volta de 1928; Maria, por volta de 1930; Dolemiro, em 10 de abril de 1933, em Penápolis; e Emilio, em 1º de março de 1936, em Promissão.
Londrina
Ainda em 1936, Antonio e Pura levaram os filhos para o norte do Paraná. O pequeno Emilio, nascido em março em Promissão, morreu em Londrina em 16 de novembro de 1936, com oito meses. Antonio foi um dos primeiros dos irmãos a se fixar na região de Londrina, onde provavelmente nasceram as filhas mais novas, Adelaide e Emília.
1948
O ano de 1948 foi terrível para essa família. Em 27 de janeiro, às três da tarde, Purificação morreu em Londrina, aos quarenta anos, de um câncer no estômago. O registro diz que deixava seis filhos: Ginez, com 21 anos; Antonio, com 19; Maria, com 17; Dolemiro, com 14; Adelaide, com 9; e Emília, com 6.
Menos de oito meses depois, em 15 de setembro de 1948, morreu também Antonio, em Londrina, aos 48 anos, viúvo e lavrador. O registro diz que era natural de Cravinhos e filho de “Gines Poncio Alarção e de dona Maria Navarro” — os sobrenomes dos pais trocados —, “sendo ambos falecidos”. É por esse documento que se sabe que, em setembro de 1948, Gines e Maria Josefa já tinham morrido.
Os órfãos de Antonio
Os seis filhos, os mais novos ainda crianças, ficaram órfãos de pai e mãe no mesmo ano. Os documentos não dizem quem os criou. Mas dizem onde estavam pouco depois: em Ibiporã, a cidade onde morava o tio Lourenço com a família. Ali, em 21 de janeiro de 1950, Maria Ponce Cruz, com 19 anos, casou-se com João Martins de Lima; e em 27 de março de 1950 o irmão Antonio Ponce Cruz, com 21 anos, casou-se com Leonor Fernandes Martins — irmã do noivo de Maria, filhos de Olimpio Fernandes de Lima e Joana Martins Garcia. Mais uma vez, dois irmãos de uma família casavam-se com dois irmãos de outra.
Dolemiro, que nascera em Penápolis em 1933, viveu em Londrina e morreu ali em 1976, com 43 anos.
A mãe dos noivos de 1950 chamava-se Joana Martins Garcia — o mesmo sobrenome de Soledade e de Rogério Martins Garcia, que se casaram com Gines e Maria Concepción, os irmãos de Antonio. Pode ser coincidência, num sobrenome comum, ou mais um laço entre as duas famílias; os documentos encontrados não permitem dizer.
Os filhos de Antonio e Purificação
- Antonio Ponce Cruzn. 1928
Filhos
- Dirceu e Flora
- Olímpia e Manoel
- Eliseu
- Irineu e Ivone
- Maria Ponce Cruzn. 1930casou-se com João
Filhos
- Anísio e Josefa
- João
- Antonio e Quitéria
- Lourdes e Ulisses
- Olímpio e Quitéria
- Nelson
- Sergio
- Valdecir e Maria
- Aparecido
- Dolemiro Ponce Cruz1933 – 1976casou-se com Aparecida Celeste Ponce Cruz
Filhos
- José Rosário e Cecília
- Jair e Nair
- Jaime e Rosângela
- Jucélia
- Josilene e Edson
- Emilio Ponce Cruz1936 – 1936
- Adelaide Ponce Cruz
Filhos
- Odete
- Olímpio
- Pura
- Lazaro
- Izabel
- Antonio
- Joana
- Maria
- Gines Ponce Cruz
Filhos
- Inês e Carlos
- Jaqueline
- Salete
- Neusa
- Elizabete
- Ester
- Emília Ponce Cruz
Filhos
- Eduardo
- Antonio e Suzi
- Eliana e Luiz
- Elisa e Marcos
- Elisabete e Marcos
- Emília e Wagner