Os Ponce

Pistas e perguntas

O que os papéis sugerem mas ainda não provam, e onde talvez estejam as respostas. Se você tem um documento, uma foto ou uma lembrança que ajude, ela vale ouro.

O que ainda não sabemos

O provável pai de Gines: Ginés Ponce Martínez

Em Cuevas existiu, de fato, um Ginés Ponce Martínez na época certa. Em 6 de julho de 1865 ele assinou, ao lado de Francisco Ponce Martínez — provavelmente seu irmão —, uma mensagem dos moradores de Cuevas à rainha Isabel II, publicada em Madri pelo jornal católico El Pensamiento Español. Nos anos seguintes, o mesmo nome aparece nas escrituras de Vera: em 1866 ele era dono da “casa número 42” no pago de Los Cervelleras, e em 1870 e 1874 tinha terras irrigadas na mesma huerta onde José Alarcón Ponce — o pai de Maria Josefa — compraria terra em 1871. Em 1889 ainda vendia uma propriedade. Tudo encaixa; falta o papel que diga “Ginés Ponce Navarro, hijo de Ginés Ponce Martínez y de Catalina Navarro”.

Coluna de jornal antigo com lista de nomes
El Pensamiento Español (Madri), 9 de agosto de 1865: “…Francisco Ponce Martínez.— Ginés Ponce Martínez.— Ginés Ponce Gómez…”. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional de España.

Um possível tio de Lourenço: Antonio Ponce Navarro

Em 2 de julho de 1901, o jornal El Minero de Almagrera, de Cuevas, contou um acidente: Antonio Ponce Navarro, morador do povoado de Guazamara, levava uma carreta de vacas carregada de móveis quando ela tombou e o prendeu pelo pescoço. Dois guardas civis que passavam o tiraram quase asfixiado. O nome chama a atenção: é o mesmo sobrenome duplo de Gines. Antonio pode ter sido um irmão que ficou em Cuevas — mas a combinação Ponce Navarro era comum na vila, e a notícia não dá idade nem pais.

Notícia de jornal antigo
El Minero de Almagrera (Cuevas), nº 1.314, 2 de julho de 1901, p. 4. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional de España.

Outros Ponce Navarro de Cuevas

Nos livros de hipotecas da década de 1830 aparecem dois homens chamados Ginés Ponce Navarro — um “mayor” e um “menor” —, e um deles morreu antes de 1851, deixando a viúva Lucía Pérez Carmona e filhos pequenos. Em 1886, um edital do juiz de Cuevas cita terras dos “herdeiros de D. Diego Ponce Navarro” e uma casa na rua de las Angustias com usufruto de Juan Ponce Navarro. Pela idade, os Ginés das décadas de 1830 e 1840 seriam da geração dos avós ou bisavós do nosso Gines. Nenhum desses parentescos está provado.

Do lado Alarcón

Em 1905, o juiz de Cuevas publicou o furto de três burras de Bartolomé Alarcón Ponce, morador da Diputación del Jaroso — talvez um irmão de José Alarcón Ponce. E há um parentesco que os documentos mostram: a irmã de Maria Josefa, Josefa Alarcón, casou-se com um Lorenzo Ponce e foi viver em La Unión (Múrcia), onde batizaram a filha Ana María em 1900 e, ao que tudo indica, um filho chamado Lorenzo Ponce Alarcón em 1890. O nosso Lourenço teve, portanto, um primo com exatamente o mesmo nome.

Os que não são da família

Um soldado do Regimento de Artilharia nº 62 chamado Ginés Ponce Navarro recebeu em 1946 a Cruz de Prata do Mérito Militar — mas era um rapaz em serviço ativo, enquanto o nosso Gines já tinha morrido. Também não têm ligação com Cuevas um Pedro Ponce Navarro, músico militar em Gerona, e um José Ponce Navarro, carabineiro em Valência e Barcelona. E o Ginés Martínez enterrado em Cartagena em 1815, “marido de Catalina Navarro”, morreu cinquenta anos antes do nascimento do nosso Gines: a coincidência de nomes é só isso. (No FamilySearch, o perfil do pai de Gines ainda traz as datas desse homônimo.)